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Cada vez mais conectados à tecnologia, crianças e adolescentes tendem a passar mais tempo na frente de celulares e computadores. Porém, a tecnologia não é vilã e nem mocinha. O segredo é o uso adequado.

Paciência, conversa franca e negociações com os filhos. Na fase de transição tecnológica, especialistas alertam que a família precisa ter combinados para garantir uma relação saudável dos jovens com os computadores, smartphones e videogames.

De acordo com Dulce Maria, coordenadora do Sistema Lamaxi de Ensino, é  muito difícil nos dias atuais viver desconectado das tecnologias e dos benefícios que ela proporciona, mas reforça que é fundamental o estabelecimento de prioridades e tempo para o uso. “Muitas vezes crianças bem pequenas já manipulam eletrônicos e acessam o YouTube sem nenhuma orientação ou supervisão. É importante orientar as crianças e os adolescentes a usarem de forma adequada a internet, evitando, por exemplo, conversas em chats com desconhecidos e divulgação de dados pessoais”, afirma.

Outro detalhe que Dulce destaca, é que não adianta proibir o uso das tecnologias. “Vetar o uso do computador ou do videogame, não é a solução. O melhor que os pais podem fazer é ter uma atitude preventiva. Para isso é preciso conhecer as possibilidades do mundo virtual, aproximar-se do jovem, acompanhar o uso e ajudá-lo a discriminar o bom e o inadequado”, finaliza.

A coordenadora compartilha algumas dicas úteis para auxiliar os pais na árdua tarefa de estabelecer o uso de eletrônico em casa.

  • Determine horários específicos (para o estudo e as diversões online);
  • As regras precisam estar claras;
  • Supervisão é essencial. Importante que os pais verifiquem as páginas que estão sendo navegadas e tenham acesso às senhas que os filhos utilizam;
  • Conteúdos adequados para a idade. Afinal, a internet disponibiliza informações diversas.

Saúde

Além do monitoramento, outro ponto importante é o cuidado com a saúde. Passar muito tempo na frente do computador, celular ou tablet pode ser prejudicial para a visão ( a criança ou adolescente pisca pouco); ficar com o pescoço curvado pode causar dores crônicas na área da coluna cervical; pode prejudicar o sono etc. Diante disso, o ideal é limitar o tempo de uso e fazer negociações.

Tecnologia na educação

Kênia Cristina, coordenadora do Sistema Lamaxi de Ensino, afirma que a tecnologia utilizada a favor da aprendizagem é bem-vinda. “Quando o educador sugere aplicativos, softwares e jogos ele consegue chamar a atenção do aluno e, com uma estratégia pedagógica adequada, o professor alcança excelentes resultados”, explica.

Atualmente, algumas instituições de ensino utilizam a gamificação como método pedagógico. Segundo o pesquisador de estratégias multimídia Karl Kapp, do Instituto para Tecnologias Interativas da Universidade Bloomsburg, na Pensilvânia, a gamificação poder ser definida como o uso das mecânicas baseadas em jogos, da sua estética e lógica para engajar as pessoas e motivar ações, promover aprendizagem e resolver problemas em contextos que não são de jogos.

Kênia explica que os jogos, por exemplos, despertam nos alunos a competição, a concentração, a criação de estratégias, etc. “A tecnologia não pode ser vista apenas como vilã. Ela também proporciona vários benefícios como trabalho em equipe, aprendizado de forma lúdica, memorização, entre outros. É importante que a instituição de ensino e educadores estejam preparados para desenvolverem trabalhos voltados para o campo da tecnologia na educação”, finaliza.